terça-feira, 15 de março de 2011

Polícia suspeita que boxeador foi vítima de execução

O resultado do trabalho da perícia derrubou a versão do policial militar que matou a tiros, ontem, o boxeador Tairone Silva, de 17 anos, em Osório, no Litoral Norte do Estado. De acordo com o delegado Celso Ferri, a necropsia apontou que a trajetória dos dois projéteis disparados em Silva, atual campeão sul-americano, indica que não houve luta com o atirador. Ele explicou que os tiros foram a distância em uma possível execução. O soldado Alexandre Camargo Adi afirmou ter atirado em legítima defesa durante uma luta pela arma. Para o delegado, inveja e racismo podem explicar o crime. Na madrugada a justiça determinou a prisão preventiva do agressor.

O corpo de Silva foi sepultado no final da manhã desta sábado, no cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Osório. O velório ocorria desde a noite passada na Câmara Municipal. O jovem era considerado uma das maiores promessas do boxe no Rio Grande do Sul, tendo sido também campeão brasileiro e bi-campeão gaúcho da modalidade.

O PM foi encaminhado à carceragem do 8º Batalhão de Policia Militar (BPM), em Osório, onde está preso. O delegado Ferri contou que o soldado é conhecido por ser truculento e que, além de racismo e inveja, desequilíbrio emocional pode explicar a atitude do policial. Ferri descartou, no entanto, necessidade de o atirador ser axaminado no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF). “O caso é para prisão, mesmo”, disse.

Fonte: Correio do Povo

1 comentários:

Gabriel disse...

E mais um negro morto por racismo. É como diz numa música dos Racionais MCs: "Um negro a menos contarão com satisfação porque é nossa destruição que eles querem, fisica e mentalmente o mais que puderem..."

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